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Carlos Rodrigues Brandão visita a Violeira

Carlos Rodrigues Brandão aproveitou a oportunidade para visitar a Comunidade da Violeira, onde proseou e tomou um café na sede do CTA-ZM com os técnicos e o coordenador geral da ONG, Sebastião Farinhada, que ressaltou: “É um momento histórico para nós da Zona da Mata, Carlos Rodrigues é um educador popular que traz consigo a prática. Essa visita me fez refletir que o CTA faz muito mais que assistência técnica, ele cumpre esse papel de ser parceiro do movimento de educação popular, ajudou a criar as EFA’S na Zona da Mata, as escolas de formação do Movimento Sindical e contribuiu na formação dos grupos de Mulheres, Juventude e Quilombola”. Já o visitante pontuou a importância do movimento agroecológico na região: “O interessante aqui é que várias frentes se unem para resistir ao sistema. Vocês buscam alternativas diferentes para as relações de convivência humana e com o meio ambiente”. Alertando sobre a precaução com esse trabalho, o educador destacou que se deve tomar cuidado com a questão da invasão cultural que, segundo ele, impõe teorias e práticas desnecessárias: “Eu devo mostrar que pessoa eu sou, não a tecnologia que tenho. Uma das coisas que mais aprendi, viajando e conhecendo povoados pelo mundo, é que devo ouvir mais e falar menos. A verdade de cada um vai fluir naturalmente”.

No fim da tarde, Brandão se encontrou com estudantes, professores, crianças, mestres populares e demais participantes para um bate papo na casa da professora do Departamento de Geografia da UFV, Marilda Teles Maracci. De acordo com ela, foi “uma oportunidade singular de conhecê-lo” e reunir pessoas especiais atraídas por ele e por seu trabalho. “O pedido dele foi que esta conversa acontecesse num lugar informal, fora do espaço institucional. Minha casa foi solicitada para acolher este momento tão rico e importante para todos nós, principalmente pelo sentimento de otimismo que o professor Brandão nos proporcionou neste período tão sofrido de nossa história”, concluiu. O antropólogo dividiu boas experiências com os presentes que puderam compartilhar histórias e relatos no contexto da educação, religião, cultura popular e agroecologia na Zona da Mata mineira, como intercâmbios, Troca de Saberes, Terreiro Cultural. O professor não deixou de chamar a atenção para o saber popular: “Você pode reparar, as coisas mais essenciais e funcionais para a nossa vida foram criadas em espaços simples, por pessoas sem tanto glamour. Devemos valorizar os cientistas populares”.

Aos 78 anos, Carlos Rodrigues Brandão tem mais de 90 obras publicadas e 50 anos de experiência como professor. Ele é especialista em Antropologia Rural, Antropologia da Religião, Culturas Populares, Educação Rural e Educação Popular. No momento, leciona no curso de doutoramento em Saúde Mental Comunitária, da Universidad Veracruzana do México, além de ser pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Ação Comunitária da Universidade de Uberaba e diretor do Centro de Estudos de Agricultura - Ceres, do IFCH da Unicamp.

Autor: Weliton Mateus

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