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II Festival Estadual de Arte e Cultura da Reforma Agrária teve participação de agricultoras familiares da Zona da Mata

Guê Oliveira, uma das coordenadoras, afirmou que o Festival busca renovar as formas de resistência e luta dos trabalhadores, levando em consideração a atual conjuntura política e social que o país vive. “Aqui você observa um projeto de sociedade com alimentos, músicas e poesias mais saudáveis, é também um lugar de encontros, sociabilidade e vivências diferentes”, concluiu. Já Silvio Neto, membro da coordenação, destacou a importância dessa articulação. “É uma resistência ativa com a esperança de quem não espera, e sim continua com disposição de ocupar as ruas e espaços buscando mobilizar corações e mentes do povo mineiro e brasileiro, pois nossas reações ao longo da história é que nos garantiram estarmos aqui hoje”, ressaltou.

No cenário atual, a arte também aparece como mecanismo de mudança, e é isso que ficou frisado na fala de Pereira da Viola, na cerimônia de abertura do evento. “Nunca na minha história foi tão necessário a união como neste momento. Estamos na travessia sim, mas a arte sempre apontou os caminhos a serem seguidos e dessa vez não vai ser diferente”, reiterou o artista. Pereira e o público cantaram, em um coro emocionado, a canção “ordem e progresso”, da intérprete Beth Carvalho: “Esse é o nosso país, essa é a nossa bandeira, é por amor a essa pátria Brasil, que a gente segue em fileira”.

Feira da Reforma Agrária

Centenas de feirantes de diferentes regiões de Minas e de outros estados puderam comercializar seus produtos durante os três dias de evento. Doces, iogurtes, pizzas, rosquinhas, quitandas, queijos, chopps, cervejas artesanais, sucos, frutas, pratos variados, roupas, artesanatos, pulseiras, cosméticos, enfim… Quem foi ao Parque Municipal pôde encontrar de tudo um pouco para degustar, saborear ou até mesmo presentear alguém especial neste fim de ano.

O Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) levou diversas agricultoras e produtoras familiares de Viçosa e região da Zona da Mata Mineira para o evento. Elas foram acompanhadas pelas técnicas da ONG, Sinthia Oliveira e Cecília Feital. Márcia Donato (Diogo de Vasconcelos), Gabriela Rizale e Lílian Telles (Viçosa), Ângela Goulart e Neuza Feliciano (Acaiaca) e Maria Aparecida de Souza e Samara Zonta (Amparo do Serra) desembarcaram na capital com seus produtos agroecológicos fazendo sucesso no Festival. Márcia Donato aprovou a experiência. “Para mim foi muito importante ter essa oportunidade de mostrar meus produtos e ter novas experiências com diferentes companheiras e companheiros. O movimento foi excelente, vendi tudo”, afirmou a agricultora familiar.

Autor: Weliton Mateus

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