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Seminário sobre certificação participativa orgânica acontece em Muriaé

Foi realizado na última quarta-feira (19) na unidade rural do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), em Muriaé, um Seminário Territorial de construção do Sistema Participativo de Garantia da qualidade orgânica e agroecológica na Zona da Mata mineira. Participaram mais de 45 agricultoras/es familiares, representantes de organizações de assessoria técnica e extensão rural, do poder público, cooperativas e redes de comercialização dos municípios de Barão de Monte Alto, Eugenópolis, Laranjal, Miradouro, Muriaé, Palma e Vieiras. Diferentes entidades parceiras na região foram envolvidas como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Núcleo de Estudos em Agroecologia Puri do IF Sudeste, o CEIFAR Zona da Mata, a EMATER, a Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar Solidária (COOPAF) e a Rede Sabor e Saúde da Serra.

O objetivo do seminário foi fortalecer o diálogo sobre a certificação participativa orgânica, uma das modalidades previstas pela legislação brasileira (Lei Federal 10.831/2003), junto às organizações, pessoas e instituições que se relacionam com a agroecologia e a produção orgânica. Criado no início dos anos 2000 como alternativa à certificação por auditoria, o sistema participativo é adotado em 66 países, de acordo com a Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (IFOAM, sigla em inglês), e permite que as famílias agricultoras ampliem o acesso aos mercados, por meio da certificação participativa.

Valorizando as experiências de construção da agroecologia que já acontecem no território, as/os participantes compartilharam suas realidades de produção e comercialização e trocaram conhecimentos sobre os benefícios e princípios de construção do SPG no Polo Agroecológico da Zona da Mata - levantados no Seminário Regional  que aconteceu em maio em Viçosa. Dialogaram também sobre a legislação nacional acerca da certificação orgânica e agroecológica, os mecanismos de controle da qualidade dos produtos, e sobre o envolvimento de mulheres e jovens rurais no SPG.

Professora do IF Sudeste MG, Juliana Calixto apresentou a experiência da Feira Agroecológica Rede Sabor e Saúde da Serra que, desde 2016, reúne 16 agricultoras/es dos municípios de Muriaé, Miradouro, Barão do Monte Alto e Belisário na comercialização de alimentos saudáveis. Ela acredita que a certificação vai fortalecer o trabalho das famílias agricultoras da região, aumentando a credibilidade dos produtos comercializados e a organização das/os produtores, por meio de trocas de conhecimentos e da melhor gestão da produção e da renda.

O agricultor Adair Fonseca, da comunidade dos Mendes, em Muriaé, conta com orgulho que herdou dos avós o cuidado com a terra, cultivando e preservando, há décadas, variedades de milho e feijão crioulos. Na feira, além desses alimentos, Adair vende produtos como fubá, farinha torrada, farinha de amendoim e uma diversidade de hortaliças. Ele avalia que “a certificação vai ser muito importante, porque a gente vai poder provar pro consumidor que produz orgânico”.

O seminário foi promovido conjuntamente pelo Núcleo de Pesquisa e Extensão em Cooperativismo, Agricultura Familiar e Políticas Públicas de Desenvolvimento Rural/COOPERAR-DER/UFV, pelo Núcleo de Educação do Campo e Agroecologia/ECOA/UFV e pelo Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA), que contam com o apoio da Fundação Banco do Brasil e BNDES (ECOFORTE) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Autor: Angélica Almeida

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