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CTA O CTA foi fundado em novembro de 1987 por lideranças sindicais, agricultores/as familiares e profissionais das ciências agrárias. Os objetivos eram ampliar a capacitação social e desenvolver sistemas de produção adequados à realidade da Zona da Mata de Minas Gerais para fortalecer econômica e politicamente a agricultura familiar. Sua historia compreende as seguintes fases: 

  

 

Sensibilização e envolvimento das organizações 

 

Inicialmente, o CTA teve como atividades principais o resgate de tecnologias, a pesquisa, a demonstração e a formação, a partir de um Centro de Experimentação. Ali foram difundidas tecnologias alternativas, como o CCCC: Calda, Composto, Curva de Nível e Cobertura Morta. 

  

Em 1989, o CTA se integrou à Rede PTA - Projeto de Tecnologias Alternativas, uma rede nacional de intercâmbio e ajuda mútua. Além de atender às demandas dos sindicatos, o CTA assumiu um papel mobilizador, promovendo o debate sobre o modelo de produção agrícola. 

 

 
Fortalecimento da ideia de um novo modelo 

 

Para ajudar a entender os sistemas de produção e os principais problemas de cada local para mobilizar as pessoas, esta fase é marcada pelo Diagnóstico Rural Participativo (DRP). 

  

O primeiro diagnóstico sobre sistemas de produção foi realizado em Guidoval (MG). Na comunidade de Pica Pau, na cidade de Miradouro, o diagnóstico serviu para entender melhor a criação animal. Em Araponga, ele foi importante para saber sobre os sistemas de produção e colaborar com o Plano de Ação do Sindicato. 

Neste período, os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs) também se articularam nas suas microrregiões (Carangola, Muriaé e Viçosa) para estabelecer uma forma de organização sindical que facilitasse o acesso às informações e a comunicação entre eles. 

  

Para trabalhar a pequena produção, os STRs - em parceria com o CTA - traçaram como estratégia os programas temáticos em nível regional, articulados com as escolinhas sindicais. Surgiram, então, os programas de Criação Animal, de Agrossilvicultura, de Recursos Genéticos (mais conhecido como Milho Crioulo), de Associativismo e a Articulação com a rede PTA. Neste momento, a implantação de campos de semente de milho crioulo e a produção do sal mineral foram bastante difundidas.  

 

 
Fortalecimento e Desenvolvimento Local 

 

Nesta fase, o CTA exerceu um papel mais político e articulador por meio do Programa de Desenvolvimento Local (PDL) nas cidades de Araponga, Tombos e Acaiaca, com a presença de técnicos nos locais. A partir dos PDLs, a parceria do CTA foi ampliada para as prefeituras. 

  

Em conjunto com os STRs, foi articulada a campanha Em Defesa da Vida e do Meio Ambiente, que sensibilizou e alertou sobre os perigos e consequências dos agrotóxicos e apresentou alternativas ao uso indiscriminado na região. 

  

Foram implementados o Programa de Conservação da Mata Atlântica na Serra do Brigadeiro e o Programa de Formação de Monitores/as (PFM). As relações sociais de gênero passaram a ser pensadas e trabalhadas em todos os projetos realizados. 

Com acompanhamento do CTA, também foram criados “mercadinhos” da agricultura familiar, nas cidades de Tombos, Araponga, Divino e Espera Feliz. Para efetuar melhorias dos sistemas de produção e de renda e reduzir custos de produção, foi implementado um Plano Estratégico para o Café Agroecológico em conjunto com os STRs e as Associações de Agricultoras/es. 

  

Mais recentemente, a estratégia do PDL foi também implementada em Espera Feliz, com um novo formato e passando a se chamar ELO - Programa de Envolvimento Local. No ELO, o conjunto das organizações e movimentos do município conduziram o processo, com a assessoria do CTA, sem a presença de um técnico local e dando ênfase na apropriação das metodologias pelas/os agricultoras/es. 

 

 
Construção do saber agroecológico 

 

Com o Programa de Formação de Agricultores e Agricultoras em Sistemas Agroecológicos de Café Orgânico (PFA), o CTA fortaleceu a construção coletiva do conhecimento agroecológico. Isso se deu a partir da sistematização dos processos - como forma de aprender e melhorar as metodologias - e das trocas de experiências, em que todos os saberes são respeitados e valorizados. 

  

No Território da Serra do Brigadeiro, o CTA atuou para fortalecer a gestão participativa de políticas públicas e a capacidade das agricultoras/es e suas organizações de atuar no desenvolvimento regional, no Parque e no território. 

  

O trabalho de associativismo e comercialização passou a incorporar atividades que possibilitassem: ampliar o acesso a créditos e a financiamentos, diversificar a produção, potencializar o agro e ecoturismo e apoiar a comercialização do café agroecológico. 

  

Houve também uma ampliação na articulação com os movimentos sociais, organizações e instituições como a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). O CTA passou a participar ativamente da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e, em Minas Gerais, da Articulação Mineira de Agroecologia (AMA).

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