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CTA-ZM inicia projeto que inclui construção de horta comunitária, formação e troca de saberes

Uma horta comunitária está sendo construída em mutirão, e cada um colabora colocando a mão na terra, ensinando e aprendendo sobre as técnicas de produção agroecológica e sobre a importância da construção coletiva.

Enquanto a estrutura fica pronta, as ideias e experiências compartilhadas ajudam a dar forma ao sonho que começou com a Maria Luzia Araújo. Ela é a colaboradora que atua como auxiliar de bem-estar, e sempre quis que o CTA tivesse um quintal com produção animal e horta, e agora o sonho dela é de toda a comunidade.

“Quando falamos em comunidade CTA-ZM, nos referimos a todas(os) que acreditam no trabalho desenvolvido por nós. São as famílias agricultoras, equipe técnica e estagiários(as), diretoria, colaboradores(as), professores(as), estudantes e os moradores do entorno. Todas e todos são bem-vindos(as)”, explica a técnica Sinthia Oliveira.

O objetivo é que haja uma integração entre a comunidade, em um processo prático, formativo e participativo que valorize e fortaleça a troca de experiências e saberes. Uma comissão formada por um representante de cada Programa do CTA coordena o Projeto executado com o apoio financeiro da ActionAid Brasil, Projeto ECOFORTE (Fundação Banco do Brasil), e Porticus.

Os encontros da comissão acontecem em formato de oficinas práticas e formativas, divididos em partes teóricas e práticas. “Cada encontro tem um tema e convidamos alguém que tenha experiência no assunto para compartilhar com a gente”, conta Shintia, que faz parte da comissão coordenadora.

O primeiro encontro foi para a produção do Bokashi, um tipo de compostagem que tem como principal método a fermentação. Daniel Nocera, técnico do Programa Sociobiodiverdade do CTA, foi quem compartilhou os seus conhecimentos com o grupo. Para ele, a iniciativa tem um caráter pedagógico e é mais uma oportunidade de promover a agroecologia como movimento e prática na região.

O segundo encontro terá como tema: “podas, preparação dos canteiros e plantio”. Na oportunidade serão plantados: gengibre gigante, gengibre comum, mangarito, araruta , inhame japonês, inhame rosa, inhame branco, inhame roxo, cará moela, salsinha, cebolinha, manjericão roxo, manjericão verde, couve, alface crespa, alface roxa, batata yacon, jiló, pimentas, arruda, cravo e erva cidreira - tudo isso a partir de mudas e sementes trazidas de diversos quintais de colaboradores(as) do CTA.

Agroecologia é o caminho: tudo para todas e todos

A ideia é que cada pessoa que está envolvida com os processos leve para casa conhecimento e a comida de verdade que está sendo cultivada. Além da horta, o quintal do CTA também tem porcos e galinhas. A produção de ovos, que chega a cerca de três dúzias semanais, é distribuída para a equipe CTA e trocada com a comunidade do entorno por alimentos para os animais e esterco para a horta.

A experiência do projeto com a produção e distribuição de alimentos saudáveis também poderá ser multiplicada em breve. “A ideia é implementar o quintal comunitário em outras comunidades de Viçosa e região, como uma maneira de combater a fome e promover a soberania alimentar e nutricional das famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, afirmou Sinthia.

Em tempos de pandemia, o Projeto se tornou ainda um aliado na busca pelo autocuidado. Segundo Sinthia, os relatos das pessoas que já tiveram a oportunidade de participar das ações são de que “está sendo um espaço terapêutico, de trocas e de cuidado”.

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