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Agricultoras do Movimento de Mulheres debatem feminismo, comunicação e agroecologia

As integrantes do Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas, agricultoras de diversos municípios das duas regiões, estiveram reunidas mais uma vez na sede do CTA-ZM para falar sobre a importância do feminismo e da agroecologia.

Para a metodologia do encontro, elas se dividiram em grupos (por municípios), com o objetivo de debater as estratégias necessárias para a defesa da vida das mulheres, para a valorização do seu papel dentro da família e da sociedade, e para uma maior eficiência nas mobilizações (que são importantes para que as agricultoras continuem participando do Movimento e para que outras companheiras também façam parte).

 Conversas sobre o dia a dia nas suas propriedades; os desafios enfrentados dentro dos sindicatos (por mais transparência e conquista de espaço); as novidades sobre os seus grupos produtivos; a atual conjuntura política e social (não apenas no campo como em todo o país) e o depoimento da companheira que sofreu violência doméstica foram alguns dos temas abordados. A palavra de ordem da reunião? “Mexeu com uma, mexeu com todas!”

“Se você perceber, os homens tão sempre unidos. Você nunca vai ver um homem falando mal do outro. E a gente tem que ser assim, também. A gente tem que ser unida! Porque sozinha eu não consigo enfrentar as coisas, mas se eu tiver a ajuda da companheira, eu posso!”, enfatizou Dona Lia, uma das agricultoras.

 

Oficina de Comunicação

A reunião do Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas ainda contou com uma oficina de comunicação com o tema “fanzine”. Através de frases e imagens recortadas de revistas velhas, as agricultoras puderam expressar como se sentem na sociedade, o que estão fazendo para mobilizar outras agricultoras e quais são as suas expectativas futuras.

No material produzido, surgiram frases como: “Conversar para aprender”; “Que mundo é este?”; “A agroecologia é para quem ama a Natureza”; “Sonhar na construção de um mundo melhor”; “Aprender a disputar espaços”, “Caminhar por um espaço público não torna o meu corpo público”; “Cuidado com a água”; “É hora de você mudar”; “A farsa chamada déficit da previdência”, entre muitas outras.

A oficina de comunicação popular é uma maneira de demonstrar que uma outra comunicação é possível e que é importante utilizar a própria voz. Com materiais simples como papel, revistas (ou outros impressos), cola e tesoura; qualquer pessoa consegue produzir um fanzine e transmitir uma mensagem.

Na avaliação final, as agricultoras disseram que a princípio pensaram que o fanzine seria muito difícil de fazer: “O que eu vou colocar nesse papel em branco?”, se perguntavam. Mas à medida que foram folheando as revistas, as frases e imagens relacionadas com cada mensagem que tinham em mente foram aparecendo e ao final sobraram recortes e criatividade.

Uma das lideranças do Movimento, Sônia Sousa (de Simonésia), destacou a importância das mulheres se apropriarem de todas as ferramentas disponíveis para se comunicar. “A gente não pode depender da grande mídia. A oficina de comunicação é pra gente entender que temos que falar por nós mesmas!”

Em encontros anteriores, as agricultoras tiveram oficinas de inclusão digital e Facebook como uma ferramenta de propaganda e comercialização. Outras oficinas estão sendo pensadas para as próximas reuniões. A equipe do programa “Mulheres e Agroecologia” do CTA-ZM segue junto com as agricultoras na luta pelo feminismo, na construção da agroecologia e na comunicação como um ato político!

Autor: Wanessa Marinho

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