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Caderneta Agroecológica fortalece o trabalho das mulheres produtivas na BA

O evento integra a programação da 9° Feira da Agricultura Familiar, que segue até 02 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador. A formação é direcionada a entidades que prestam serviço de assistência técnica, selecionadas no edital de chamada pública ATER Mulheres, da Superintendência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), órgão vinculado à SDR. Para a gestora da Bahiater, Célia Watanabe, o desafio é contabilizar a renda das agricultoras familiares e, para que isso aconteça, "incorporamos a metodologia da caderneta para que os agentes de ATER sejam multiplicadores de mais um instrumento no fortalecimento da autonomia das mulheres rurais".

 

História

A Caderneta Agroecológica surgiu em 2011, como uma proposta de formação do Programa Mulheres e Agroecologia do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), de Minas Gerais. Adaptada a partir de demandas das agricultoras, o projeto é desenvolvido pela Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD), desde 2016, por meio de ações como a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural e das chamadas de Ater Agroecologia.

A facilitadora da formação, Beth Cardoso, coordenadora do CTA-ZM, destaca que são raros os estudos com foco na contribuição do trabalho produtivo realizado por mulheres, sendo assim, a caderneta auxilia na valorização desta produção porque registra o que é produzido, consumido, comercializado, trocado ou doado pelas unidades produtivas. "O trabalho diário das mulheres rurais precisa ser visto, para que elas mesmas comecem esse processo de valorização e conscientização sobre a importância da sua participação nas propriedades rurais", explica Beth Cardoso.

 

Mulheres, Agroecologia e Ater

A Agroecologia proporciona um olhar diferenciado na produção e fortalece a participação das mulheres, não só no cultivo dos quintais produtivos, mas, também, na segurança alimentar, organização das comunidades, na titularidade da propriedade, no acesso às políticas públicas e, ainda, na conquista de renda própria.

Selma Glória de Jesus, coordenadora do Programa de Gênero do Movimento de Organização Comunitária (MOC), defende outros caminhos para melhorar a assistência técnica. "As entidades de Ater precisam estar atentas à formação de seus agentes, no sentido de inserir as mulheres em todo o processo da assistência, desde a presença ativa nas visitas técnicas até a participação nas reuniões, e, a assumirem as lideranças nas suas unidades e nas comunidades". pontua.

Estiveram presentes na formação representantes de entidades de ATER que prestam serviço por meio das chamadas públicas da Bahiater nos Territórios de Identidade da Bahia. Na ocasião, foi disponibilizado um exemplar da Caderneta Agroecológica, orientações para uso e estratégias de monitoramento.

Fonte: www.car.ba.gov.br

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