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CTA-ZM celebra 30 anos com mesa de debates sobre violência contra mulheres

No dia 14 de novembro, o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) completa 30 anos de luta a favor da agroecologia e de melhores condições de vida para as famílias agricultoras da Zona da Mata mineira e também de todo o país. A agroecologia vai muito além da criação animal e das práticas de manejo da agricultura, ela pressupõe outras relações entre os indivíduos, a sociedade e o meio ambiente. A agroecologia de que estamos falando pressupõe o respeito entre as pessoas, o reconhecimento da importância dos saberes e habilidades populares e tradicionais e ainda o intercâmbio entre experiências diversas.

Para celebrar os nossos 30 anos de histórias escolhemos debater um tema super importante não apenas para o campo como para toda a sociedade: a violência contra as mulheres. Por que escolhemos esse tema? Porque as mulheres são essenciais na nossa caminhada. Da história de luta das mulheres por igualdade aprendemos que é fundamental que elas tenham acesso à terra e decidam como manejá-la. Que tenham acesso a sementes, água, condições de produzir, de comercializar e também de decidir como o dinheiro será utilizado. A monocultura e a revolução verde expulsam as mulheres do campo; enquanto a agroecologia reconhece que elas são agricultoras e que, sozinhas ou em grupos produtivos, desenvolvem experiências que devem ser apoiadas, valorizadas e compartilhadas. O movimento agroecológico se amplia por um lado para incluir questões assumidas majoritariamente por mulheres (como agricultura urbana, soberania e segurança alimentar, plantas medicinais) e, por outro lado, para se opor a tudo que impede as mulheres de viver com liberdade.

A injustiça que elas sofrem na nossa sociedade (quando não são consideradas iguais, quando não tem seus direitos respeitados ou quando não tem autonomia sobre seus corpos e propriedades) é capaz de destruir milhares de vidas. Não apenas das mulheres, como as dos seus filhos, famílias e comunidades. Não há como construirmos uma agroecologia crítica e transformadora, que preza pela justiça social e ambiental, sem assumirmos também a luta feminista.

E ao contrário do que muitos pensam, o feminismo é a “ideia radical” de que as mulheres também são gente! Pasmem! Muitos ainda não sabem que as mulheres são gente! Gente que trabalha, gente que luta, gente que resiste, gente que tem muito a dizer! É por isso que convidamos mulheres do campo, da universidade e da cidade para falar! O debate é sobre violência contra mulheres. Uma violência que não se resume a agressões físicas, mas que pode começar ou terminar nesse tipo de situação.

Dados sobre a violência no Brasil, os diversos tipos de violências que as mulheres sofrem diariamente, a violência que a presidenta Dilma sofreu, os assassinatos das mulheres lideranças camponesas, a história de uma das mulheres de Viçosa que sobreviveu a um ataque no centro da cidade, e as medidas que estão sendo tomadas no município para o enfrentamento da violência serão alguns dos pontos debatidos. Além dessas mulheres de luta que estarão compondo a mesa de debate, esperamos a participação das mulheres (tanto da comunidade acadêmica quanto comunidade viçosense) para contribuir com esse momento tão importante! Sintam-se convidadas! A mesa de debate vai acontecer na Universidade Federal de Viçosa, no anexo do Edifício de Ciências Biológicas e da Saúde, dia 14 de novembro, a partir das 14h30.

Autor: Wanessa Marinho

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