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CTA-ZM promove II Seminário de Igualdade Racial

Idealizado pelas equipes dos projetos Curupira e Conviver, que integram o Programa Educação e Agroecologia do CTA, o seminário teve como objetivo reforçar a luta contra a discriminação racial e contra a invisibilização e exclusão da população negra no Brasil - tema importantíssimo a ser debatido, principalmente em um país com um longo histórico de desigualdade estrutural. Para enriquecer o seminário, contamos com a participação de várias mulheres da luta negra, que trouxeram diferentes abordagens para que todos e todas se sentissem contemplados.

A artista Nara Córdova deu início ao seminário com a performance “Andeja nos Ventos” – baseada num processo de criação em dança, a partir da sua pesquisa com as mulheres “corta-vento” do Congado de Airões.

A educadora infantil Ana Carolina Silva trouxe para as crianças uma oficina com o tema “Terapias Ancestrais” e conversou sobre família, as plantas e a cura com a terra. Em seguida, as crianças foram convidadas a construir objetos com argila.

As estudantes da Universidade Federal de Viçosa, Geovanna Januário e Isabela Kaila, que integram a equipe Curupira, trabalharam a “desmistificação do funk” junto com os adolescentes. O funk é um estilo musical que faz parte da vida de boa parte da juventude brasileira e com os jovens das comunidades do entorno do CTA não é diferente. Por isso, através da análise de algumas músicas, as estudantes incentivaram os adolescentes a compartilhar seu modo de entender o mundo e debater situações vividas no seu cotidiano.

A escritora Carolina Rocha abordou com as educadoras das escolas a questão da inclusão; das relações étnico raciais na educação, debatendo preconceitos e limitações; e na perspectiva de se pensar em uma escola que seja mais plural e diversa, onde haja além da inclusão, a integração, o afeto e uma autoestima mais fortalecida (tanto dos educadores quanto dos estudantes).

As atividades realizadas neste sábado (08/12) mostraram a importância de momentos em que estudantes, educadores e entidades parceiras possam se encontrar para trocar experiências e aprofundar temas que estão presentes no dia a dia das escolas. Além disso, é mais do que necessário avançar no debate e na luta contra a discriminação racial, também no movimento agroecológico, e para o ano de 2019 permanece o desafio de desenvolver mais atividades que abordem o problema da desigualdade racial no país e contribuam para a sua superação.

Autor: Wanessa Marinho

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