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Seminário Territorial sobre certificação participativa orgânica e agroecológica acontece em Viçosa

Participaram mais de 40 agricultoras/es familiares, quilombolas, representantes de organizações da sociedade civil, do poder público e entidades governamentais dos municípios de Cajuri, Coimbra, Divino, Ervália, Paula Cândido, São Geraldo, Ubá e Viçosa.

Além da escuta de práticas e processos protagonizados pelas famílias que constroem a agroecologia da região, o Seminário teve como objetivo dialogar sobre os passos necessários para a implementação do Sistema Participativo de Garantia, uma das modalidades de certificação orgânica previstas pela legislação brasileira (Lei Federal 10.831/2003). Na oportunidade, foram apresentados os princípios gerais da Certificação Participativa e da Agroecologia na Zona da Mata levantados no Seminário Regional que aconteceu em maio, os mecanismos de garantia da qualidade orgânica e as normativas relacionadas aos Sistemas Participativos de Garantia (SPG).

Representante da Rede de Saberes dos Povos Quilombolas (Sapoqui) e moradora da comunidade de Córrego do Meio, em Paula Cândido, a agricultora Aparecida Fátima Celestina espera que a certificação participativa contribua na agregação de valor às suas produções e na criação de uma rede de troca de conhecimentos entre as/os agricultores. Aparecida trabalha com hortifruti e deseja ampliar e diversificar não só a produção, mas as suas formas de comercialização, que hoje são o fornecimento para a alimentação escolar, pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e as feiras locais. "Sempre produzimos sem veneno e procuramos participar de formações para não agredir tanto o solo, e o solo trabalhar a nosso favor", afirma orgulhosa.

De acordo com o agrônomo Eugênio Resende, a atividade contribuiu para aprofundar os debates acerca da construção de uma Certificação Participativa na Zona da Mata e promover trocas de experiências, a partir das diferentes realidades e experiências vivenciadas na região, como a das Comunidades Quilombolas.

Em Muriaé também foi realizado um Seminário Territorial e o próximo será em Divino; todos eles com envolvimento de municípios próximos. As ações são promovidas conjuntamente pelo Núcleo de Pesquisa e Extensão em Cooperativismo, Agricultura Familiar e Políticas Públicas de Desenvolvimento Rural/COOPERAR-DER/UFV, pelo Núcleo de Educação do Campo e Agroecologia/ECOA/UFV, pelo Centro de Tecnologias Alternativas (CTA) e por diferentes entidades parceiras na região, que contam com o apoio da Fundação Banco do Brasil e BNDES (ECOFORTE) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O projeto “Rede de Agroecologia da Zona da Mata de Minas Gerais” é resultado de uma conquista no Edital Ecoforte Redes (Fundação Banco do Brasil e BNDES), convênio 17.231, e está sendo executado pelo CTA-ZM em parceria com Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Sindicatos de Trabalhadores da Agricultura Familiar e Cooperativas da região da Zona da Mata, além da parceria com o Núcleo de Educação do Campo e Agroecologia da Universidade Federal de Viçosa e o Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas.

Autor: Angélica Almeida

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