Já foram realizados mais de 30 encontros virtuais desde o início da pandemia, além dos dois seminários feitos antes da pandemia, na sede do CTA. Gabriel Fernandes, da equipe do CTA, explica que “o esforço é fazer um processo ampliado de consultas e mobilizar diferentes organizações, movimentos e parceiros para participar dessa construção”.
A professora da UFV Irene Cardoso também tem participado ativamente da construção coletiva do documento e destaca que as reuniões são uma “oportunidade de conversar e acertar as ideias das pessoas e instituições. Ideias essas que são importantes para o fortalecimento da agroecologia que é a agricultura da vida”.
Segundo Gabriel já se tem uma segunda versão do Plano, mas ainda não é a versão final. “Entendemos que as reuniões virtuais trazem limitações e que chegar na versão final do Plano depende de um encontro presencial com a participação das comunidades e movimentos que não puderam participar remotamente. Depois disso, nossa ideia é fazer um ato político de lançamento, trazendo também os parlamentares e as instituições parceiras que vêm apoiando esse processo”, destacou.
A compreensão de que o diálogo é essencial para o sucesso do Plano incentivou a elaboração de um documento com ações prioritárias contidas no Plano Regional que será socializado e discutido com candidatas e candidatos às eleições municipais. “Vamos dialogar para que eles se comprometam na execução dessas ações caso sejam eleitos, porque entendemos que são ações muito importantes para o fortalecimento da agroecologia na região”, acrescenta Irene.
Sobre o Plano Regional
Inspirado no Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), o Plano Regional traz um panorama das ações que já existem na região do Polo da Zona da Mata, e organiza propostas para projetos, iniciativas e atividades a serem desenvolvidas a curto, médio e longo prazo para garantir que o Polo de Agroecologia da Zona da Mata esteja cada vez mais forte e alinhado. Diversos pontos estão destacados no Plano, entre eles: saúde, educação, cultura, comunicação, economia solidária, produção, comercialização, meio ambiente.
Gabriel Fernandes aponta que “o Plano traz, por um lado, o reconhecimento político e legal da história de construção da Agroecologia na região, já que foi instituído por lei estadual. Por outro lado, ele fortalece as lutas que mobilizam essa rede de parcerias pensando no fortalecimento da agricultura familiar e das comunidades quilombolas da região e na produção de alimentos saudáveis”. O técnico ainda ressalta que um dos destaques do Plano é que “ele se estrutura como uma ação coordenada e se coloca como alternativa ao avanço da mineração na região”.
Autor: Lílian Moura












