A Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial realizou, na sexta-feira (7), o debate público Plano Rural Sustentável. No evento, foi lançado o Plano Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável da Agricultura Familiar, que reúne as políticas públicas para o setor. Em Minas Gerais, a agricultura familiar representa 79% de todos os estabelecimentos rurais.
Ao apresentar o plano, o subsecretário de Estado de Agricultura Familiar, Edmar Gadelha, destacou que ele partiu de uma motivação política e de uma luta histórica do movimento social. “Na elaboração do plano, foi feito um diagnóstico sobre a realidade local e foram consideradas todas as pautas de reivindicação”, disse.
O deputado Rogério Correia (PT), que requereu o debate público, lembrou que Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta legislatura, várias leis originadas de reivindicações do homem do campo, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a garantia das comunidades tradicionais e a defesa da agroecologia. “Essas leis deixam um arcabouço avançado para que possamos melhorar a agricultura familiar no Estado”, afirmou. Ele acrescentou que o plano é uma conquista da organização social do campo.
O deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB) também ressaltou os avanços dos últimos anos que permitiram a valorização da agricultura familiar. No entanto, ponderou que é preciso avançar muito mais e que, da maneira como está, o setor não se sustenta. Ele ainda criticou a forma como se dá o crédito ao produtor rural hoje, com venda casada de produtos nas instituições financeiras.
O debate teve as participações, entre outros, do diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Argileu Silva; do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaemg), Vilson Luiz da Silva; e do presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar, dom Mauro Morelli, além de líderes de entidades do setor.













